Um espaço seguro para mulheres, adolescentes e pessoas neurodivergentes que passaram tempo demais acreditando que havia algo de errado com elas.

Boas vindas!

Para quem é esse espaço?
Para crianças e adolescentes que são chamados de difíceis, agitados, desatentos — mas que talvez só estejam falando uma língua que os adultos ao redor ainda não aprenderam.
Para mulheres que passaram anos sem receber respostas — ou recebendo as respostas erradas. Que se adaptaram tanto que esqueceram como é não se adaptar.
Para famílias que querem entender seus filhos de verdade — nem controlar nem corrigir, mas se comunicar.
Para pessoas neurodivergentes — especialmente mulheres e meninas — que foram invisibilizadas por sistemas que nunca aprenderam a enxergar o que elas precisavam.
Perguntas frequentes
Como funciona a primeira sessão? Preciso de um diagnóstico para começar?
De jeito nenhum! A primeira sessão costuma ser um momento de escuta ativa, não-punitiva, em que serão trazidos os incômodos, as angústias, e o que mais você precisar falar. É um momento seu.
De forma remota de segunda a sexta-feira pela noite, presencialmente em Fortaleza - CE, o horário é de acordo com sua disponibilidade!
Adolescentes e crianças a partir de 6 anos, apenas no presencial.
Terapia online funciona melhor ou pior que a presencial?
Depende! Há algumas pessoas que se beneficiam do online devido à rotina agitada, já outras porque se sentem nervosas para o atendimento presencial. Porém, crianças se beneficiam mais do formato presencial.
Qual abordagem você utiliza?
Meu trabalho é baseado na Análise do Comportamento, especialmente nas abordagens ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) e FAP (Psicoterapia Analítica Funcional). Na prática, isso significa uma terapia focada em vínculo, contexto, consciência emocional e construção de escolhas mais alinhadas ao que faz sentido para você.
Como saber que preciso de terapia?
O atendimento é online ou presencial? Atende crianças?
O espaço de escuta da terapia é um lugar de escuta, muitas vezes sobre sentimentos difíceis, quando o fardo parece muito difícil de carregar sozinho e ninguém parece ver.
Nem sempre precisamos de uma "grande crise" para iniciar a terapia, mas pode ser uma oportunidade para dar voz ao que sente de forma segura, com cuidado e sem julgamentos.
Como agendar o atendimento?
Clica nesse link, eu entrarei em contato o mais breve possível!
SOBRE
Quem eu sou - em construção
Era aquela filha mais velha que aprendia rápido, nunca reprovava, nunca dava trabalho. Por fora era funcional. Por dentro, era pulsante uma sensação de estar "deslocada", como se sempre visse de fora o que meus colegas da minha idade viviam.
Tentei me encaixar e só piorou, eu não era como as outras crianças.
Encontrei abrigo no silêncio, nos livros, no meu cantinho. E, por muito tempo, achei que isso era só o meu jeito de ser - tímida e sensível demais.
Anos depois, já psicóloga e pesquisadora, as peças começaram a se encaixar de um jeito diferente.
Recebi meu diagnóstico de TDAH e TEA— e o que parecia um quebra-cabeça quebrado finalmente ganhou forma. Não porque eu mudei, mas porque finalmente tive respostas para o que não entendia.
Esse processo transformou minha prática clínica. Passei a entender, de dentro, o que significa carregar algo que o mundo ainda não sabe nomear. E foi isso que me trouxe até aqui.
Escolhi trabalhar com crianças e adolescentes porque levo comigo uma frase que dizia Lya Luft:
"a infância é o chão que a gente pisa a vida inteira."
Não como romantização — mas dando a devida importância a essa fase tão subestimada.
Cada fase do desenvolvimento tem suas próprias lógicas, suas próprias linguagens. A criança que faz "birra" talvez esteja desconfortável.
O adolescente que se fecha está entendendo quem é no mundo.
Quando as famílias conseguem entender isso, a relação muda — e a criança não precisa mais gritar pra ser ouvida.
Meu trabalho é criar essa ponte.
Minha formação é atravessada por uma convicção: psicologia se faz com pessoas inteiras, o diagnóstico é só uma parte.
